BELIVALDO CHAGAS PARTICIPA DE ENCONTRO DE GOVERNADORES QUE VÃO PEDIR VOLTA DO CPMF

 

O vice-governador eleito de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSB) participa nesta terça-feira (09), em João Pessoa, de encontro dos nove governadores do Nordeste, que acontece no Centro de Convenções da Capital paraibana.

Belivaldo participa representando o governador eleito Jackson Barreto (PMDB), em razão do projeto de reforma administrativa que será enviado, também nesta terça-feira (09), a Assembleia Legislativa. Jackson preferiu permanecer no Estado caso haja alguma necessidades de mudanças.

Do encontro de governadores sairá uma carta em conjunto, com as demandas da região e as perspectivas para os próximos quatro anos. Segundo informações do blogueiro Bruno Giovanni, de Natal (RG), “os governadores preparam uma má notícia para o contribuinte brasileiro já cansado de pagar tanto imposto, taxa, contribuição e tudo mais: a retomada da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, a famigerada CPMF”.

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), anfitrião do evento,  já mandou avisar que a criação – ou a volta – de uma contribuição social para financiar a área da Saúde Pública vai ser posta em discussão pelos governadores eleitos do Nordeste. O problema é que nenhum deles prometeu defender tal coisa durante suas campanhas. Até porque todos já sabiam da reação do eleitorado.

A CPMF foi criada em 1996 pelo então Fernando Henrique Cardoso, com uma alíquota de 0,20 por cento sobre toda operação bancária. Quatro anos, praticamente dobrou de valor, passando para 0,38 por cento, mas somente 0,20 por cento ia para a saúde. Outros 0,10 por cento iam para ajudar a tapar o incontrolável rombo da Previdência e outros 0,08 por cento para alimentar o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza.

Em 2007, o Senado aproveitou um vacilo do Governo Federal e rejeitou a proposta de renovação da CPMF, impondo a maior derrota já sofrida pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional. Na época, o governo federal estimou em 40 bilhões de reais as perdas com o fim do famoso “imposto do cheque”.

Depois de eleitos ou reeleitos, os governadores nordestinos se articulam para defender a volta da contribuição. Isso vai constar em um documento a ser encaminhado à presidente Dilma Roussef. O argumento, de novo, é de que a Saúde precisa de uma contribuição social.

 

 

 

fonte:http://www.faxaju.com.br/