Brasileiros inscritos no Mais Médicos começam a atuar em Sergipe

Três dos oito médicos selecionados desistiram de atuar em Aracaju.
Médicos estrangeiros começam a trabalhar em SE no dia 18 de setembro.

Os profissionais formados no Brasil inscritos e selecionados na primeira etapa do ‘Mais Médicos’, programa federal que tem o objetivo levar médicos para regiões carentes do país, começaram a atuar em Sergipe nesta segunda-feira (2). Cinco dos oito selecionados foram apresentados nesta manhã na Secretaria Municipal de Aracaju.

Quatro dos cincos médicos que vão trabalhar em Aracaju são formados no Brasil e apenas um deles é formado na Espanha. Três deles são sergipanos.

Os outros três selecionados para iniciar o trabalho nesta segunda-feira, desistiram porque foram selecionados em cursos de especialização, de acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde.

Entre os profissionais está a médica Daniela Alves Freire, formada na Universidade Federal de Sergipe (UFS), Débora Correia Lessa formada na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e o médico André Rodrigues Meneses, formado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) . Já do município de Juiz de Fora, em Belo Horizonte a médica Mariana Miranda Mendonça.  Ainda em curso e formada na Universidade de Zaragoza, na Espanha a médica Ana Paula.

Os profissionais vão conhecer as unidades básicas de saúde que irão trabalhar a partir da tarde desta segunda.

Mineira está anciosa para começar a atender os pacientes (Foto: Flávio Antunes/G1)
Mineira está anciosa para começar a atender
os pacientes (Foto: Flávio Antunes/G1)

A médica Mariana Miranda contou que já havia um interesse de trabalhar em Sergipe por já conhecer o Estado. “Já conhecia a capital ao visitar o estado decidi vir dedicar meu profissionalismo para as pessoas que aqui necessitam”.

Os integrantes do programa vão ter um salário de R$ 10 mil e começam a receber no primeiro momento um auxílio no valor de 20 mil.

Os médicos selecionados na primeira fase vão trabalhar em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Lagarto, São Cristóvão, São Miguel do Aleixo, Santo Amaro das Brotas, Santa Luzia do Itanhy, Pirambu e Aquidabã.

Dos 75 municípios sergipanos, 31 foram considerados prioritários pelo Ministério da Saúde. Nos primeiros dois ciclos do programa, Sergipe foi contemplado com 29 médicos, sendo 17 brasileiros formados no Brasil, dois brasileiros formados no exterior e 10 cubanos.

Segundo o Ministério da Saúde, 1.096 médicos com diplomas do Brasil iniciam suas atividades em 454 municípios de todo o país. Eles devem trabalhar em unidades básicas de saúde do interior dos estados e em periferias de grandes cidades. Ao todo, 3.511 cidades haviam solicitado 15.450 profissionais.

Os médicos formados no exterior selecionados para o Mais Médicos – que atualmente estão em fase de treinamento e avaliação – devem começar a trabalhar no dia 18 de setembro.

Durante três semanas, os médicos têm seus conhecimentos em saúde pública brasileira e língua portuguesa avaliados. A aprovação nesta etapa é condição para que recebam o registro profissional provisório e comecem a atender a população nos municípios para os quais foram designados.

“Os médicos cubanos estarão até o dia 13 de setembro em treinamento em algumas capitais, nos dias 14 e 15 estarão se deslocando para Sergipe e no dia 16 de setembro, apresentam-se oficialmente aos cinco municípios. No dia 16, também se apresentam os dois brasileiros que possuem diploma estrangeiro”, esclarece João Junior, de diretor Atenção Integral à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde.

A secretária de Estado da Saúde, Joelia Silva Santos, explicou que os médicos cubanos vão para os municípios que não foram selecionados por profissionais brasileiros e vão trabalhar especificamente na atividade no programa Mais Médicos, para o que a estratégia de Saúde da Família se propõe, não podendo atuar em outras atividades a exemplo de plantões, atenção especializada, ambulatorial ou hospitalar.

Mais Médicos
O programa foi instituído por meio de medida provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff, e regulamentado por portaria conjunta dos Ministérios da Saúde e da Educação.

A medida provisória também instituiu a abertura de 11.447 vagas em faculdades de medicina até 2017 e, a partir de 2015, aumentou em dois anos a grade curricular das faculdades públicas e particulares de medicina, com formação voltada à atenção básica (1º ano) e setores de urgência e emergência (2º ano).

Do G1 SE