Britânica tem rosto desfigurado por cão mas agradece ao animal

Wendy Hamriding, de 53 anos, é alcoólatra e diz que a bebida a teria matado

Uma britânica ficou cega e teve parte do rosto

Wendy Hamriding ficou cega por dois anos, enquanto cirurgiões realizavam um complexo procedimento para restaurar seu olho remanescente BBC
Wendy Hamriding ficou cega por dois anos, enquanto cirurgiões realizavam um complexo procedimento para restaurar seu olho remanescente
BBC

destruído após ser atacada pelo próprio cachorro. Apesar do episódio trágico, ela disse que o cão salvou sua vida.

Wendy Hamriding, de 53 anos, é alcoólatra e diz que a bebida a teria matado se não tivesse sofrido os ferimentos.

Wendy estava bêbada, quando caiu das escadas de casa e desmaiou. Seu cachorro, Cassie, então tentou acordá-la.

O animal mastigou metade do seu rosto, até a dona acordar. Após o acidente, Cassie foi sacrificada.

— Meu cachorro salvou minha vida. Ela pagou por isso com a vida dela, mas salvou a minha.

Apesar da dor constante que ainda sente, a britânica diz que, quando descobriu Cassie havia mordido metade de seu rosto, teve forças para ‘deixar de ser controlada pelo álcool’ e viver novamente.

— Estou muito feliz. Gosto de acordar todos os dias e ouvir os pássaros cantarem. Tudo o que eu fazia [antes] era gritar para eles: ‘calem a boca, estou de ressaca’ e colocar um travesseiro na cabeça. Estou feliz de estar viva, estou feliz de não beber, feliz de saber que irei viver.

Recuperação complexa

Após o acidente, Wendy ainda conseguia enxergar com o olho esquerdo, mas perdeu a visão que lhe restava após diversas cirurgias de reconstrução facial.

Ela ficou cega por dois anos, enquanto cirurgiões realizavam um complexo procedimento para restaurar seu olho remanescente.

O procedimento usa um dente do paciente, que é removido e moldado para permitir a implantação de uma espécie de córnea artificial dentro dele.

Agora, ela consegue enxergar seus familiares novamente e diz que pretende trabalhar com alcoólatras em recuperação.

Tudo, segundo ela, graças a Cassie – da raça leão-da-rodésia – que foi sacrificada após o acidente.

‘Eu não estaria viva se não fosse por isso. Não sirvo de nada para meus filhos e netos se estiver morta’, afirma.

BBC Brasil/ r7.com