Campanha de vacinação contra Influenza H1N1 começa dia 30

Grupos de riscos serão priorizados pelo SUS.
Clínicas particulares cobram R$120.

A campanha contra Influenza H1N1 no Estado de Sergipe começa no dia 30 de abril e termina em 20 de maio, cumprido o calendário nacional de vacinação. Segundo Sândala Teles, coordenadora do programa Estadual de Imunização, Sergipe possui até o momento três casos da doença.

“Os três casos foram importados para Sergipe. São pessoas que contraíram a doença em outros Estados, esses pacientes estão bem e foram tratados. Até o momento, a campanha segue o calendário nacional de vacinação”,diz Sândala Teles.

A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju informou que as três pessoas infectadas com H1N1 moram na capital. “Um caso foi registrado em fevereiro, e agora recentemente dois casos. A gente pede que as pessoas lavem as mãos e fiquem atentas”, acrescenta Alexandra Brito, assessora de comunicação da SMS.

A coordenadora Sândala Teles afirma que as pessoas serão imunizadas com a vacina de 2016, ela ressalta que o lote de 2015, aplicado em alguns Estados, não foi e não será utilizado em Sergipe. “Até o momento não existe necessidade de utilizar as vacinas da campanha do ano passado, não existe um surto aqui”, detalha.

Sândala Teles também explica que o vírus é mutável e todos os anos a vacina é modificada. “Os Estados que estão vacinando neste momento é por causa de um possível surto. Essas vacinas são do ano passado. Todos os anos a vacina é reformulada pelo laboratório, pois o vírus é mutável. Quem se vacinar neste momento, pode precisar se vacinar novamente na campanha que começa dia 30”, explica Sândala Teles.

A Secretaria de Estado da Saúde realizou uma reunião como representantes de todos os municípios de Sergipe. Sândala Teles destacou que eles seguiram o calendário nacional de vacinação. “Mudanças só irão ocorrer diante de uma alteração do cenário”, diz.

O G1 Sergipe ligou para duas clínicas particulares de grande porte na capital. As duas disseram que os lotes para vacinação acabaram no mesmo dia que chegaram. Cada lote veio com 200 vacinas e o preço custa em média R$ 120.

Os grupos vulneráveis devem tomar a vacina – crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas, trabalhador de saúde, povos indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).

“O Sistema Único de Saúde vai vacinar com prioridade os grupos de riscos. As pessoas vulneráveis ao vírus permanecem como foco da campanha”, informa o infectologista Marcos Aurélio Góes, especialista da Secretária de Estado da Saúde.