Clássico infantil ‘Os Saltimbancos’ será apresentado em Aracaju

Montagem tem tradução de Chico Buarque e será apresentada no dia 17.

Peça narra de maneira bem humorada os direitos da classe trabalhadora.

Clássico infantil 'Os Saltimbancos' será apresentado em Aracaju (Foto: Divulgação)Clássico infantil ‘Os Saltimbancos’ em cartaz no TTB (Foto: Divulgação)

O Teatro Tobias Barreto, em Aracaju (SE), será palco de um dos maiores clássicos infantis brasileiros: “Os Saltimbancos”. A obra, que será apresentada no dia 17 de novembro às 17h pela  Eitcha Companhia de Teatro, narra de forma bem humorada a condição e os direitos da classe trabalhadora, representada por quatro animais:  um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata. Desiludidos com o tratamento recebido pelos seus patrões, e envolvidos por um sistema opressor que os impede de reivindicar seus direitos, os bichos resolvem abandonar seus postos e unirem-se em busca da liberdade tornando-se então saltimbancos.

Inspirados na fábula “Os Músicos de Bremen”, dos irmãos Grimm, os autores italianos Sergio Bardotti e Luiz Enríquez Bacalov comprovam com absoluta lucidez a capacidade de se refletir sobre temas complexos como a desigualdade e a exploração social, voltado para uma linguagem infantil, sem perder sua essência de teor político. Bacalov fez as músicas e o cantor e compositor brasileiro Chico Buarque, traduziu e adaptou transformando numa história que toca a mente e o coração de adultos e crianças.

Para André Santana, ator e diretor do espetáculo, foi um desafio muito grande abraçar a direção de “Os Saltimbancos”. “Depois que os direitos autorais nos foram cedidos, ficamos loucos. A responsabilidade foi grande. Corremos muito para que a montagem ficasse alegre, suave e divertida. Optamos por inserir o universo lúdico infantil das brincadeiras populares: a corda, a bola, o balanço, amarelinha, bonecas de pano, etc. O brincar no universo da cultura popular foi o mote para a montagem. Visitamos os passos do folclore, o jabaculê das nossas quadrilhas, enfim, não podíamos montar um espetáculo fugindo dos alicerces que contribuíram para a construção do nosso ofício de ator: a literatura popular de Ariano Suassuna, o toque da zabumba que, por vezes iniciava nossos esquetes teatrais, os folguedos populares, etc. Foi uma montagem difícil”, diz.

Além de toda a parte teatral, as coreografias também são ponto alto do espetáculo.” Trata-se de um musical com dez coreografias e não somos bailarinos. Mas a nossa experiência vivida com Tetê Nahas, que assinou as coreografias de outros espetáculos que participamos, nos encorajou em todo o processo de criação. O estudo profundo do texto dramático foi primordial para as etapas que se seguiram no processo de montagem. Não queríamos fazer nada carregado, com informação demasiada”, afirma.

A peça tem tradução de Chico Buarque, a liberação para montagem foi concedida através da ABRAMUS – Associação Brasileira de Música e Artes e estreou no dia 4 de abril, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal/RN. Desde a estreia, a montagem se apresenta pelo País.