Comércio de sorvete e água de coco aquece com o verão em Sergipe

 

Produtos são usados para amenizar a sensação de tempo abafado.
Produção de sorvete aumentou 35% e venda de coco subiu 20%.

"O calor já ocasionou aumento 20% nas vendas", afirma José Ailton  (Foto: Marina Fontenele/G1)“O calor já ocasionou aumento 20% nas vendas”, afirma José Ailton (Foto: Marina Fontenele/G1)

No Nordeste o verão dura praticamente o ano inteiro, mas o calor e a sensação de tempo ‘abafado’ ficam mais intensos no período entre dezembro e março. Em Aracaju, em Sergipe, empreendedores apostam no sorvete e água de coco como alternativas para amenizar os impactos da estação.

“Começamos a vender sorvete há um mês e a procura tem sido grande. Muita gente também pede suco para aliviar o calor”, afirma Daiane Alves, funcionária de uma lanchonete localizada na Praça Fausto Cardoso, na capital.

Apreciador do sabor do sorvete, José Domingos de Jesus, não recusa a sobremesa gelada para consumir a qualquer hora do dia para amenizar o calor. “A água não refresca, tem horas que só um sorvete ou picolé ajudam a combater o calor, sem contar que é doce e ajuda na sensação de bem estar”, revela.

Picolés também são alternativa para amenizar o 'calorão' (Foto: Marina Fontenele/G1)Picolés também são alternativa para amenizar o ‘calorão’ (Foto: Marina Fontenele/G1)

O gerente de uma fábrica de sorvetes da capital que distribui o produto para o interior estima que a produção teve aumento de 35% desde o mês de dezembro. “Estamos fazendo 250 litros de sorvete para o dia para atender a demanda que cresce nesta época. O consumo em Sergipe é sazonal e infelizmente cai com o período chuvoso. Então aproveitamos essa oportunidade para investir”, revela José Santana Júnior.

Segundo ele, as frutas da estação são os sabores mais pedidos no verão. São eles: maracujá, mangaba, limão, coco, cupuaçu, jabuticaba, manjelão e tapioca.

Os sabores de frutas da estação são os mais pedidos, segundo gerente de sorveteria (Foto: Marina Fontenele/G1)Os sabores de frutas da estação são os mais pedidos, segundo gerente de sorveteria
Foto: Marina Fontenele/G1)

Mudança saudável
José Ailton Santos trocou a venda de refrigerantes e cervejas pela água de coco. Em um carrinho adaptado, ele chega a comercializar 60 frutos diariamente em copos que custam entre R$ 2 e R$ 4. “Coco é saúde, por isso mudei de negócio há dois anos. E com o calor e o período de férias o Centro está mais movimentado, o que já ocasionou o aumento 20% nas vendas”, destaca.

Dona Ieda teme novo reajuste no preço do coco verde  (Foto: Marina Fontenele/G1)Dona Ieda teme novo reajuste no preço do coco
verde (Foto: Marina Fontenele/G1)

A aposentada Ieda dos Santos confessa que sempre que sai de casa durante o dia ela bebe água de coco, mas teme que a procura maior que a oferta acarrete o aumento de preço. “Espero que não aumente de novo na próxima vez que eu vier porque antes era R$ 1,50 e agora um coco já está custando R$ 3”, observa.

Segundo o comerciante José Augusto da Silva, a unidade do fruto que antes era vendido pelos atravessadores por R$ 1,10 saltou para R$ 1,70 em janeiro. “Os cocos vêm do Platô deNeópolis, área irrigada pelas águas do Rio São Francisco. A demanda está alta e tem muito coco ainda verde, por isso o preço subiu. Tenho receio que suba ainda mais porque eu vou ter que repassar para o cliente”, explica José Augusto, que chega a comercializar 150 frutos por dia.

 

 

Fonte: G1 SE