Consumidor deve ficar atento ao comprar na Black Friday

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Muitos consumidores aguardam com ansiedade a chegada da Black Friday – campanha de vendas nas lojas virtuais com até 80% de descontos em produtos eletrônicos, vestuário, móveis, livros e viagens, que ocorre nessa sexta-feira, 27. O período movimenta, anualmente, milhões de reais em compras, uma multidão de internautas e, antes de tudo, os varejistas. Nesta última classe citada, estão infiltrados os cibercriminosos, principal ameaça aos consumidores.

A ação dos crackers [hackers mal-intencionados] se repete a cada ano fazendo milhares de consumidores vítimas, seja pelos sites duplicados, boletos fraudados ou até roubando os dados bancários dos clientes. No entanto, de acordo com especialistas entrevistados pelo Portal Infonet, ser vítima deste tipo de crime pode sim ser evitado, cabe ao consumidor pesquisar o perfil daquele que oferece o produto antes de efetuar a compra.

O consultor de negócios Welisson Almeida, por exemplo, enfatiza que a principal medida adota pelo consumidor para não sofrer algum golpe cibernético é manter-se atento ao site da compra e quanto as informações solicitadas por ele. “Muitas das fraudes acontecem nos sites duplicados, estes que os criminosos conseguem por vezes deixar idêntico aos sites oficiais. Nesses casos, o consumidor deve olhar o link na barra de navegação e conferir se não há alterações. Ao realizar o cadastro antes da compra, é importante ter a confirmação via e-mail e, observar os dados que lhe são pedidos. No caso do cadastro, são dados bem básicos e nunca bancários. Adiante, na hora da compra, a senha do cartão também nunca deve ser pedida, isso é sinal claro de golpe”, explicou o profissional.

Apesar de deixar muitas vítimas em todas as edições da Black Friday, os criminosos podem deixar pistas da transgressão identificáveis em caso de atenção do consumidor. O consultor acrescenta ainda que não é necessário realizar nenhum download de extensão para se efetuar uma compra. “Esses sites falsos às vezes têm erros de português, preços fora do padrão. Há de se lembrar, o período é de ofertas baixas, mas nada tão milagroso. Vale o velho ditado: quando a oferta é boa, o santo desconfia. E nunca baixar arquivo nenhum sugeridos pelos sites”, alerta Welisson.

Direitos e reclamações nas compras efetuadas 

Apesar das ações criminosas serem uma das principais preocupações dos consumidores, outro fator também causa muita dor de cabeça naqueles que costumam efetuar compras durante a grande campanha de vendas. Trata-se do abuso ao direito dos consumidores vindos dos varejistas. Troca de produtos, contatos com o fornecedor e cancelamento da compra são situações que geram conflitos há anos entre empresas e clientes.

O Especialista em Direito das Relações de Consumo pela PUC-SP e colunista do Portal Infonet, Winston Neil, explica que o fundamental na hora da compra, é o consumidor observar as informações fornecidas pelas empresas quanto à troca do produto e prazo de entrega. “Normalmente os fornecedores dão algumas informações, então o consumidor deve estar atento. Não se pode negar a troca de um produto alegando que períodos de promoções não dão esse direito. Mas há de se entender que em caso de vestuários que não deu, tem um determinado prazo para trocar”, diz.

Quanto ao cancelamento de compras, Neil informa que por aplicação do Código de Defesa do Consumidor, uma determinada compra pode ser cancelada em até sete dias desde sua efetuação. Ele ainda acrescenta que o dever de informar ao cartão de crédito é do próprio fornecedor.

Por fim, o especialista reforça ao consumidor a importância de estar atento quando a idoneidade da empresa virtual, visualizando seu Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), endereço físico e canais de contato e, dá dicas de como a vítima deve agir caso tenha seus direitos violados. “Antes de comprar, olhar fatores que lhe certificarão se a empresa realmente existe e lha dão garantias do serviço de vendas virtuais. O site reclame AQUI também é um ótimo meio para se saber sobre as empresas ou até mesmo reclamar delas. Por lá é capaz de se resolver possíveis situações mais rápido do que por via judicial”, enfatiza Neil.

Fonte: Infonet / Por Ícaro Novaes