Desabamento de casa mata avó e neta no Rio de Janeiro

De acordo com o subcomandante do Corpo de Bombeiros, Roberto Robadey, vários imóveis do terreno foram construídos irregularmente.

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A construção da casa onde moravam cinco pessoas de uma mesma família e que desabou na noite desta quinta-feira (21) em Irajá, Subúrbio do Rio, deixando dois mortos e outros três feridos, estava irregular. Uma adolescente de 17 anos, Alessa Carolina Ferreira Fernandes, morreu. O corpo dela foi retirado dos escombros no fim da noite. Pouco depois de uma hora da manhã, a avó dela, Lídia Ferreira de Lima, de 84 anos, também foi encontrada morta.

De acordo com o subcomandante do Corpo de Bombeiros, Roberto Robadey, vários imóveis do terreno foram construídos irregularmente. “É uma combinação de construções irregulares. É um puxadinho, um em cima do outro. E, com essas chuvas, tem muita água correndo pelo terreno, certamente isso ajudou a propiciar a eclosão do desastre”, ressaltou Robadey.

Outras três pessoas ficaram feridas, dois homens e uma mulher, que é irmã gêmea da adolescente que morreu. Eles foram trazidos pro Hospital Municipal Salgado Filho no Méier, e não estão em estado grave. Um morador gravou imagens do socorro chegando no local do desabamento. Uma vizinha e amiga da família passou mal e também foi atendida. Bombeiros de cinco quarteis trabalharam no resgate.

Um morador gravou imagens do socorro chegando no local do desabamento. Uma vizinha e amiga da família passou mal e também foi atendida. Bombeiros de cinco quarteis trabalharam no resgate.
“As pessoas morreram no primeiro momento. Pela forma como elas estavam, elas nem viram o que aconteceu. Foi muito forte. As que estavam com vida ficaram presas nos escombros e saíram bem, saiu com arranhão, saiu andando”, disse o subcomandante.

Um ruído forte na casa foi ouvido por volta das 18h30 e, sem seguida, houve o desmoronamento. A casa fica numa vila, na Rua Quiraréia, em Irajá, Zona Norte. A Defesa Civil disse que o terceiro andar do imóvel foi construído sem vistoria ou acompanhamento de um engenheiro.

“Uma edificação de três pavimentos, duas pessoas morando realmente, e um terceiro, um acréscimo ainda em fase de obras, certamente sem nenhum embasamento técnico de uma construção pra suportar esse peso todo de três pavimentos”, disse o subsecretário de Defesa Civil, Márcio Motta.

Outras quatro casas próximas à que desabou foram interditadas pra evitar riscos pros moradores. A polícia civil vai investigar o que realmente causou o desabamento. A rua Guiraréia ficou fechada no ponto do acidente.

“Ela falou que pensou que tivesse morrido. Que ela viu tudo escuro, né. E aí ela ouve umas pessoas falando que os pés dela estão se mexendo. Aí ela falou que eu não morri”, disse Marco Antônio Vianna Motta, parente de uma das vítimas.