O dólar acabou fechando com ganhos de 1,78%, a R$ 2,7405 na compra e R$ 2,7420 na venda, em meio a uma rodada de notícias que pressionam a divisa, desde as informações envolvendo a Petrobras, como também a Grécia – onde as discussões sobre a ajuda financeira derrubam o humor dos investidores – e dados piores que o esperado de emprego nos EUA.

Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, desde a sexta-feira, quando Joaquim Levy indicou que o governo não quer manter o dólar valorizado artificialmente, ordens de “stop-loss” têm colaborado para a disparada da moeda. “Vejo que temos uma dificuldade em relação ao controle da taxa de câmbio. A balança comercial negativa e déficits de muito tempo não nos ajudam a melhorar o posicionamento no mercado com o dólar. O mercado se sentindo seguro vai se resguardar juntando dólar, porque o mercado erra menos quando está comprado. O mercado tem uma preocupação em ficar exposto”, explicou.

Os empregadores privados dos Estados Unidos criaram 213 mil postos de trabalho em janeiro, número abaixo da mediana das expectativas de analistas, segundo relatório da processadora de folhas de pagamento ADP divulgado nesta quarta-feira. Economistas consultados pela agência de notícias Reuters projetavam que o relatório da ADP mostraria criação de 225 mil vagas. Diante disso, os yields dos Treasures americanos são puxados para cima, o que impacta o desempenho do dólar ante outras moedas emergentes.

Enquanto isso, no ambiente interno, o que pesa é o noticiário da Petrobras, que se ontem ajudou a fazer a moeda virar para queda com rumores da saída de Graça Foster, hoje coloca nos investidores muitas dúvidas sobre o futuro da companhia, o que acaba sendo pior, principalmente no mercado de risco como o câmbio.