Família é alvo de golpe do “falso sequestro” em Lagarto

Uma família residente no bairro Ademar de Carvalho, município de Lagarto, foi vítima do golpe do “falso sequestro”, no qual uma ligação informa um rapto que não existe para extorquir dinheiro. A tentativa ocorreu na manhã desta segunda-feira (22) e deixou mãe, avó e tias da “falsa sequestrada” aflitas.

Segundo os familiares, um homem ligou para eles afirmando ter sequestrado a “falsa vítima” e pediu o depósito de R$ 2 mil para poder libertá-la. Ao ser informado que eles não tinham esse dinheiro, o golpista insistiu e sugeriu que a mãe da jovem roubasse do vizinho.

Desesperada, a mãe ligou para o celular da filha, que mora no povoado Lagoa Seca, em Simão Dias, e não conseguiu contato. Foi então que seu genro, que estava a trabalho em Lagarto, foi até sua casa, onde encontrou a esposa em segurança, descobrindo que tudo não passou de um “trote” ou uma tentativa de golpe.

A Polícia Militar de Lagarto já havia alertado para este tipo extorsão, informando que os golpistas usam um número de telefone de outro estado, ligam para familiares anunciando o sequestro e pedem sempre para depositar o valor de R$ 2 mil.

Orientações

A polícia orienta que nestes casos o importante é ganhar tempo, para verificar através de outros números onde está a pessoa supostamente sequestrada. Use qualquer recurso para conseguir falar com ela.

A outra dica é não se deixar amedrontar pelas ameaças e levar em conta que quando os golpistas disserem que não se pode desligar o telefone é exatamente porque não querem que a pessoa tenha a chance de verificar o que eles afirmam, pois assim descobriria que não houve sequestro algum e que a pessoa está bem.

De forma geral, durante a conversa, nunca forneça ou confirme qualquer dado seu ou de seus familiares, como endereços, local de trabalho etc. Se forem verdadeiros sequestradores, possivelmente já saberão tudo, se não forem é melhor não muni-los de informações.

Uma vez verificado que é golpe, o conselho é que ligue para a polícia denunciando o fato (inclusive o número de origem da ligação, sempre um celular) e deixando-os tomarem as medidas cabíveis.

Informações: Lagartense.com