Itabaiana tem 5 casos de microcefalia confirmados

O surto de microcefalia, má formação congênita que compromete o desenvolvimento adequado do cérebro do bebê, que acometeu o Brasil nos últimos meses, principalmente a região nordeste, fez com que o Ministério da saúde decretasse situação de emergência em saúde pública, vez que não se trata de uma doença nova, mas que, inesperadamente, está tomando proporções que exigem alerta não somente em termos de assistência, como em prevenção.

Infelizmente em Sergipe a situação não é diferente. De acordo com dados do governo do Estado, através da Secretaria de Saúde, 50 casos da anomalia já foram confirmados, originários de 14 municípios distintos e um natural da Bahia, da cidade de Heliópolis, mas que o bebê nasceu em Aracaju.

Em Itabaiana, cinco ocorrências foram registradas e confirmadas no período de outubro até os 13 primeiros dias de novembro, de acordo com Luciana Mendonça, coordenadora de enfermagem do Hospital e Maternidade São José.

Segundo ela, no referido período, 44 dias somente, houve 420 nascimentos, sendo 292 em novembro, com quatro casos de microcefalia confirmados, e 128 em novembro, com um registro da doença. Ainda de acordo com Luciana, uma das crianças nascidas em outubro morreu ainda na maternidade.

“Dos cinco nascimentos em que constatamos a doença, tivemos um bebê que não sobreviveu. Outros dois foram liberados e as mães foram orientadas a buscar acompanhamento neuropediátrico. Um precisou ser transferido para Aracaju, e o quinto, nascido ontem, está aqui na maternidade”, disse a coordenadora.

Sem esconder a preocupação, Luciana afirmou que a rede não está preparada para o surto, e informou que a orientação do Ministério da Sáude é para que os casos confirmados sejam encaminhados ao Centro de Especialidades Médicas da Criança e do Adolescente (Cemca), na capital sergipana, onde um geneticista fará o primeiro atendimento e os encaminhamentos necessários.

Sobre as especulações de que o aumento no número de intercorrências pode estar relacionado ao vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, a enfermeira confirmou o que outras autoridades em saúde já dizem no sentido de que é cedo para qualquer afirmação.

Um novo levantamento será feito pela equipe da Maternidade, a fim de que possa ser precisado o quantitativo de janeiro até agora.

Fonte: Coordenação de enfermagem do Hospital e Maternidade São José

Por: Iane Gois – Portal Itnet