Policiais Civis estão paralisados

Teve início nesta segunda-feira, 3, a paralisação de 72 horas dos servidores públicos estaduais das áreas da saúde, educação, administrativa, agricultura, e da segurança pública de Sergipe. As categorias, que se somaram para reivindicar reajustes salariais e o pagamento dos salários dentro do mês, farão um ato público unificado na porta do Palácio dos Despachos na próxima quarta-feira, 5, a partir das 8 horas.

“São reivindicações comuns a todos os servidores públicos, todos querem reposições salariais e salários pagos dentro do mês e por isso se uniram numa paralisação conjunta de 72 horas”, explicou o diretor administrativo do Sindicato dos Trabalhadores no Fisco de Sergipe (Sindifisco), Abílio Castanheira.

Segundo ele, no dia 18 de julho o Sindifisco realiza uma assembleia geral na sede do sindicato com os servidores da Secretaria da Fazenda (Sefaz) para analisarem os resultados da paralisação e avaliarem a possibilidade de uma greve por tempo indeterminado.

A assessoria de comunicação da Sefaz informou que a secretaria não tem recursos financeiros para atender o pleito dos servidores e lamenta as perdas na arrecadação estadual de recursos por causa da paralisação de três dias.

Policiais Civis
Por causa da adesão dos agentes, escrivães e delegados da Polícia Civil à paralisação de 72 horas estão sendo feitos apenas os autos de prisões em flagrante, termos de ocorrências circunstanciados e guias de exames em vivos (lesão corporal e estupros) e mortos (necropsia) no IML.

“Deixamos apenas 30% do efetivo trabalhando”, afirmou o diretor sindical de comunicação do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Jorge Henrique dos Santos. A Polícia Civil de Sergipe conta com cerca de 1.200 servidores entre agentes, escrivães e delegados. “A categoria reclama dos atrasos salariais e da falta de respeito ao reajuste linear que estamos a oito anos sem receber”, disse Jorge Henrique.

Administrativos

Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) estão passando hoje nas repartições, empresas, Fundação Renascer e escolas públicas para sentirem como está adesão dos servidores à paralisação de 72 horas.

“Os trabalhadores têm duas pautas principais que é a adequação do calendário de pagamento dentro do mês e o reajuste salarial, pois a defasagem salarial já está em quase 30%. Tentamos negociar com o governador o reajuste dos outros anos e a atualização do desse ano”, informou a diretora sindical do Sintrase, Érika Leite Santana.

Saúde
Os trabalhadores na área da saúde do Estado que atuam no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) participarão do ato público que acontece nesta quarta-feira e em seguida participarão de uma assembleia geral para decidirem pela deflagração, ou não, de uma greve geral.

Governo

O Secretário de Estado de Planejamento Orçamento e Gestão (Seplag), Rosman Pereira, disse que conhece o pleito das categorias, mas informa que também já é de conhecimento de todos que assim como outros Estados, Sergipe também está passando por dificuldades financeiras.

“Mesmo assim o governo de Sergipe tem trabalhado para incrementar arrecadação do Estado com o intuito de ter condições de pagar os salários dos servidores dentro do mês”, afirmou. Segundo ele, um dos motivos da crise financeira é o défict na Previdência.

“Temos que aportar cerca de R$ 100 milhões po mês para pagar os inativos. Ano passado o défcit doi de R$ 1 bilhão e esse ano já vai para R$ 1,2 bilhão”, disse, ao acrescentar que o Estado está utilizando a 1ª parcela do Fundo de Participação dos Estados (FPE) para pagar aos servidores e, ainda, trabalha com o mesmo orçamento do ano de 2010, que foi de R$ 8 bilhões.