REFORMA SUGERIDA POR JACKSON EMAGRECE O ESTADO E ECONOMIZA MAIS DE R$ 240 MILHÕES

O Governo do Estado anunciou hoje a reforma que vai mudar a estrutura da administração estadual. Entre os principais pontos apresentados estão a extinção e fusão de nove secretárias e equivalentes e a extinção de todas as subsecretarias. A reforma extingue também todos os cargos de Secretário Adjunto do governo e cria a função de Secretário Executivo em nove secretarias. Com os cortes, a meta é economizar mais de R$ 249 milhões por ano.O secretário Jéferson Passos explicou que a reforma administrativa é fundamental para alocar recursos e melhorar o fluxo de caixa do governo, que passa por dificuldades financeiras. O principal déficit do governo está na previdência social, de mais de R$ 678 milhões no ano passado.

Jéferson Passos mostrou como mudou o quadro de pagamento com aposentados e pensionistas nos últimos anos. Em 2008, o governo gastava 13,66% com previdência, em 2013 esse número subiu para 23,23%, um crescimento de 70% em cinco anos, 147% a mais em valores nominais.

“Em Sergipe, temos a aposentadoria de 200 servidores em média por mês, para pagar a previdência o ideal seria quatro servidores na ativa para um aposentado, mas a nossa realidade é bem diferente. O Estado tem 38 mil funcionários na ativa e 26 mil aposentados e pensionistas e até 2030 o Estado pode comprometer até 50% de sua receita com aposentados e pensionistas”, explicou o secretário, que disse ainda que até o ano de 2007 não existia déficit na previdência, mas também não havia reservas financeiras no fundo de previdenciário, porque as administrações anteriores utilizaram esses recursos para outros fins.

Segundo o secretário do Planejamento, João Augusto Gama, a reforma administrativa é fundamental para que o estado de Sergipe continue crescendo. A questão da previdência social também precisa ser revista. “Se nenhum servidor se aposentar a partir de hoje, o ano de 2015 já começa com um déficit de R$ 750 milhões na previdência do Estado”, disse o secretário.

A reforma começa com a aprovação do projeto na Assembleia Legislativa, que será encaminhado, ainda nesta quarta-feira (10) para a apreciação dos deputados estaduais e posterior votação. Segundo o secretário da Casa Civil, José Macedo Sobral, os nomes dos novos secretários ainda não serão divulgados.

“Depois de aprovado o projeto de reforma administrativa, o governador Jackson Barreto vai anunciar os nomes dos novos secretários”, informou. O secretário explicou ainda que pensamento do estado é manter os serviços das secretarias que foram extintas nas secretarias que tiveram o trabalho das antigas incorporado.

Deixam de existir:
A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SEPM); Articulação Política (Seapri); Cultura (Secult) Turismo (Setur); Direitos Humanos (Sedhuc); Trabalho (Setrab), Esporte e Lazer (Seel), Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e Escritório de Representação em Brasília.

O novo modelo – Os serviços das secretarias de Políticas para Mulheres, de Trabalho e Direito Humanos serão absorvidos pela Secretaria de Inclusão Social (Seides). Já a Casa Civil, absorverá as demandas da Secretaria de Articulação Política e do Escritório de Representação em Brasília; a pasta de Infraestrutura abrangerá a de Desenvolvimento Urbano; Cultura e Turismo passarão a trabalhar juntos. Educação e Esporte e Lazer formarão uma só secretaria.
O plano de diminuição de despesas inclui redução de gastos com passagens aéreas, locação de veículos, combustíveis, manutenção veicular, telefonia móvel e fixa e moden. Com as medidas, a economia mensal será de R$ 977 mil e a anual chega a R$ 11.730 milhões.

Despesa com pessoal – O pacote de medidas prevê também o enxugamento da folha de servidores e comissionados. Para reduzir a despesa com pessoal, o Governo propõe a exoneração de todos os ocupantes de cargo em comissão do Poder Executivo, sem vínculo efetivo; proibição de contratar hora extra, serviço extraordinário e prorrogação de expediente; proibição de criar novas comissões de trabalho ou grupos de trabalho técnico, os existentes ficarão até 31 de dezembro de 2014.

A partir do mês de dezembro de 2014, essas gratificações terão o seu valor reduzido em 10%, ressalvados os limites mínimos previstos em lei. Com essas medidas, o Governo economizaria R$ 7.657.189 mensais.
O texto proposto diz ainda que as renovações de cessão e novas cessões, para Entes ou Poderes estranhos ao Poder Executivo, somente poderão ocorrer sem ônus para o Estado de Sergipe.

Os secretários Jéferson Passos, da Fazenda, João Augusto Gama, Planejamento, José Macedo Sobral, da Casa Civil, Sales Neto, da Comunicação e Walmor Barbosa, da Infraestrutura, estavam presentes na entrevista coletiva que reuniu a imprensa para conhecer o projeto de reforma administrativa e modernização do Estado.

 

 

 

fonte:http://www.faxaju.com.br/