Sergipe registrou mais de quatro mil casos de Aids no período de 28 anos

Mais de mil pessoas morreram em decorrência de complicações da doença.
83% dos casos notificados são de pessoas com idade entre 20 e 49 anos.

A capital Aracaju e os municípios de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Itabaiana eLagarto são os locais com maior incidência de Aids em Sergipe. Segundo o Governo do Estado, de 1987 até maio deste ano foram mais de 4,1 mil casos notificados. Nesse mesmo período de 28 anos, 1.219 pessoas morreram em decorrência de complicações da doença também chamada de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Das cerca de 100 crianças infectadas com o vírus da Aids, 22 morreram ao longo desses anos. Outras 1.197 pessoas adultas também foram vítimas da doença.Segundo Almir Santana, coordenador do Programa Estadual DST/Aids, 83% dos casos notificados são de pessoas com idade entre 20 e 49 anos.saiba mais

Das cerca de 100 crianças infectadas com o vírus da Aids, 22 morreram ao longo desses anos. Outras 1.197 pessoas adultas também foram vítimas da doença.Segundo Almir Santana, coordenador do Programa Estadual DST/Aids, 83% dos casos notificados são de pessoas com idade entre 20 e 49 anos.

Esta sexta-feira (5) marca os 34 da descoberta do primeiro caso de Aids no mundo, desde então os tipos de tratamento, prevenção e diagnóstico seguem em constante evolução. A doença não tem cura, mas pode ser controlada por tratamentos com antirretrovirais.

Em Sergipe, as principais ações do Governo do Estado contra a doença são: capacitação dos profissionais de saúde e professores, realização de palestras e campanhas educativas em festas populares e em momentos estratégicos, implantação de protocolos específicos, apoio as Organizações Não Governamentais (ONGs), assistência as pessoas com HIV/Aids no internadas e às gestantes soropositivas  atendidas, além de Vigilância Epidemiológica, oferta dos testes rápidos e repasse de recursos para os 19 municípios que apresentam maior  número de casos notificados.

O médico Almir Santana escreveu um artigo sobre a descoberta do primeiro caso da doença no mundo há 34 anos e relatou as dificuldades e avanços na ‘luta’ contra a Aids. Leia abaixo trechos da publicação do especialista:

“A Aids provocou milhões de mortes e várias transformações na área de saúde e na sociedade. Foi a primeira doença a provocar uma grande mobilização das próprias pessoas acometidas, que passaram a ‘brigar’ pelos seus direitos aos exames, aos tratamentos específicos e, acima de tudo, respeito.

Aqui em Sergipe, a epidemia está completando 28 anos desde o surgimento do primeiro caso notificado. Como ativista, comprei ‘várias brigas’ para encarar a Aids no meu estado. Lutei para que o Estado desse assistência a essas pessoas e para que as famílias aceitassem e ajudassem seus entes queridos acometidos pela doença

Novos comportamentos sexuais da população dificultam a prevenção. Por outro lado, novas formas de prevenção estão sendo divulgadas, saindo do foco apenas na camisinha. Decididamente, existem pessoas que não querem usar o preservativo e se envolvem em situações de risco. O uso dos medicamentos, como medida de redução dos riscos, tornou-se necessária.

Grandes avanços foram alcançados, desde o ano de 1996, com o desenvolvimento dos antirretrovirais, a doença inicialmente considerada mortal passou a ser uma enfermidade crônica. A qualidade de vida de quem vive com HIV/AIDS melhorou e as atitudes de discriminação diminuíram muito, mas temos muitos problemas ainda a enfrentar.

Ao completar 34 anos da descoberta dos primeiros casos de AIDS no mundo, eu convido você, que está lendo o meu artigo, a fazer uma reflexão: De alguma forma, você está ajudando a combater a epidemia do HIV no seu relacionamento amoroso, na sua família, na sua comunidade e no seu local de trabalho? Participe dessa luta! A AIDS está difícil de ser vencida e muitos preferem ignorá-la”.

 

 

fonte:G1