Serial killer: Polícia conclui que arma de Thiago foi usada em 16 crimes

sa4das4das4daA Polícia Técnico-Científica de Goiás anunciou nesta quinta-feira (4) a conclusão de mais 14 laudos de balística na investigação que apura a possível participação do vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha em homicídios ocorridos em Goiânia. Treze deles deram positivo para a arma encontrada com o suspeito, preso no dia 14 de outubro. Um dos exames foi inconclusivo.

Desde a prisão do vigilante, 17 laudos de balística foram concluídos pela Polícia Científica – três deles horas após a apreensão da arma. Em 16 deles a análise comprovou que os projéteis recolhidos no corpo das vítimas saíram do revólver Taurus calibre 38apreendido na casa de Tiago Henrique no dia da prisão. Os documentos foram entregues nesta quinta-feira ao delegado Tiago Damasceno, da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH).

De acordo com a superintendente da Polícia Técnico-Científica, Rejane Sena Barcelos, um dos exames de balística foi inconclusivo por causa da qualidade do material recolhido. “O projétil quando entra no corpo dependendo do aparato que ele encontra, por exemplo, um osso, sofre deformações. Em função dessas informações podem levar a esse laudo que pode ser inconclusivo”, explica.

O laudo inconclusivo foi o homicídio de Bruna Gleycielle de Souza, morta aos 26 anos, no dia 8 de maio deste ano. As vítimas mortas por projetéis disparados pela arma apreendida com o vigilante foram: Tais Pereira Almeida; a assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte, 27 anos; Beatriz Cristina Oliveira, 23 anos; Bárbara Luiza Ribeiro, 14 anos; Lilian Sissi Mesquita, 28 anos; Wanessa Oliveira, 22 anos;Thamara da Conceição, 17 anos; Tayanara Rodrigues da Cruz, 13 anos; a estudante Isadora Aparecida, 15 anos; Ana Karla Lemes; Janaína Nicácio, 25 anos; o fotógrafo Mauro Ferreira Nunes, 51 anos; ePedro Henrique de Paula Souza.

Prisão
Tiago da Rocha foi preso no dia 14 de outubro, em Goiânia. Na ocasião, ele confessou à Polícia Civilter matado 39 pessoas desde 2011. Entretanto, segundo informou o delegado Murilo Polati, o vigilante prestou novos depoimentos na companhia de advogados e reduziu o número de confissões para 29.

Além dos crimes investigados pela força-tarefa da polícia, ele também confessou  assassinatos contra homossexuais e moradores de rua.

O vigilante ficou em uma cela da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) por oito dias. No local, segundo revelou o delegado Eduardo Prado, o suspeito afirmou aos policiais que “estava com vontade de matar”.

No dia 22 de outubro, Tiago foi transferido para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional, emAparecida de Goiânia, onde está isolado dos demais detentos. Mesmo escoltado por 20 policiais, eleconseguiu agredir um fotógrafo com um chute no abdômen antes de ser colocado no carro. No dia seguinte, o delegado Murilo Polati afirmou, durante entrevista coletiva, que o vigilante voltou a fazer ameaças de morte, desta vez, para os detentos do Núcleo de Custódia.

Entretanto, a unidade informou esta semana que o jovem não tem apresentado sinais de agressividade e passa a maior parte do tempo lendo na própria cela. “Desde a chegada dele ao Complexo Prisional, não manifestou nenhum comportamento anormal. Ele está com a rotina normal: banho de sol, alimentação, está sendo acompanhado por psicólogos e não manifestou nenhum comportamento agressivo”, relatou o gerente regional prisional, Leandro Ezequiel.

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Jovens foram mortas por balas que saira de arma apreendida com vigilante (Foto: Arquivo Pessoal)