Sobe para 74 o número de bebês nascidos com microcefalia em SE

Doença é caracterizada pela má formação congênita.
Criança que nasce com doença não se desenvolve de maneira adequada.

Subiu para 74 o número de notificações de nascimento de bebês com microcefalia em Sergipe. A doença é caracterizada pela má formação congênita, em que o cérebro da criança não se desenvolve de maneira adequada e é menor. A microcefalia pode causar, desde atraso no desenvolvimento da criança para sentar, andar e falar até um quadro mental mais sério.

Representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES), da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) e da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes concederam uma entrevista coletiva e destacaram quais medidas estão sendo realizadas para notificar os casos.

“Os casos possivelmente estão relacionados com o mosquito transmissor de doenças como dengue, chikungunha e zica”, explica Luis Eduardo Prado, representante da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes.

“É importante destacar que a microcefalia não é uma doença nova, e o que se viu foi um aumento. Por isso, um estudo e o despertar da investigação. E pode ou não estar relacionado a doenças. Com relação ao período cefálico é importante ressaltar que a circunferência do crânio de 33 centímetros é o registrado para quem nasce com nove meses”, destacou a diretora operacional da Fundação de Saúde (FHS), Marcia Guimarães.

Segundo Luiz Eduardo Correia, diretor da Maternidade Nossa Senha de Lourdes, ainda não é certo se o Ministério da Saúde fará alguma intervenção em Sergipe.  “Houve esse primeiro contato e o ministério tem trabalhado para fazer o levantamento. Posteriormente, vamos saber se o ministério vai avaliar se vem ou não. Não sabemos a causa da doença, estamos investigando, o que se tem são suspeitas e estamos trabalhando para tentar comprovar”, esclarece Luiz Eduardo correia maternidade nossa senhora de Lourdes.

O Ministério da Saúde emitiu alertas sobre os casos em todo país, com incidência maior em estados como Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba, mas os órgãos de saúde ainda estudam o que fazer.

Do G1 SEM